Procuravam a esquecida chuva
de inverno em sua boca
de onde alguém soprara as
palavras de fora do poema
Como interrogassem sobre a...(?)
a mulher falando no escuro:
levitações elefante até-logo,
o sol na fronte não desaparecia.
Houve porém outro alguém
(deste só a cabeça
e o número da casa)
que se esqueceu entre o véu e o assalto.
(JOão Cabral de Melo Neto in Pedra do sono - 1940-1941)
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2 comentários:
talez eu também tenha me esquecido entre o véu e o assalto.
ou talvez eu seja a mulher que fala no escuro.
tomei vergonha na cara
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