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sábado, 24 de novembro de 2007

sempre

é engraçado como as pessoas querem ser ouvidas mas não ouvem ninguém.
quero dizer, ouvir até ouvem, mas não entendem, afinal não têm paciência pra isso. Estão sempre preocupadas consigo e esquecem que às vezes essas pessoas que tanto recebem têm de se doar.
O problema que eu me dôo o tempo todo e não recebo, não mesmo. Meus supostos quando tem problemas eu faço das tripas coração pra resolver, geralmente eu não consigo, mas eu até tento. E quando eu tenho problemas os supostos nem param pra ouvir, é aí que entra a paciência. Vão logo mudando de assunto e falando novamente do seus problemas, e eu vou me doando de novo e vai ficando nesse círculo vicioso filho da puta.
Só que hoje não deu, lembrei da primeira e única vez que falei um coisa pra alguém que me ouviu e me entendeu, e nem adianta dizer que é crisezinha natural da época que nem tem. Essa pessoa que me entendeu e que me escutou mora comigo, e não é a minha mãe. Nem a minha mãe try.
Quando eu falei ela começou a chorar, à vera. Porque percebeu que eu não estava conseguindo estabelecer um diálogo com os meus supostos. Ela tem 54 anos e até hoje não conseguiu desabafar nada pra ninguém, não conseguiu estabelecer diálogo com seus supostos, do mesmo jeito que eu tãojovem, não consigo.
Tenho medo de ficar assim, de ter 54 anos e só ter dito o que eu queria, o que eu sentia, uma vez na minha vida, de não ter ninguém pra me ouvir, e começar a falar sozinha, a chorar sozinha a ficar sempre sozinha.
sabe de uma coisa, que se dane esses supostos, a partir de agora eu vou pensar mais em mim.
quero que se foda tudo, vou viver um dia de cada vez. Dialogando ou não, eu me ajusto, afinal eu já vivi um bom tempo assim e eu me acerto, eu tropeço e não passo do chão.
Sabe de uma coisa, boa sorte, istai oraihte e não quero mas pensar nisso hoje. A única coisa que quero pensar agora é que queria zé pertin de mim, assim, assim, assim assado.

Hoje vocês não precisam soprar.